
Ninguém Morre a Cantar
28 a 30 Maio 2026
28 e 29 Maio às 19h00
30 Maio às 21h00
31 Maio às 17h00
Sara Belo
Sinopse:
Para o olhar teatral, a ópera apresenta frequentemente um défice de verosimilhança, expresso na convenção de que as personagens continuam a cantar mesmo no momento da morte. Ninguém Morre a Cantar é um projeto que interroga o possível anacronismo da ópera, algumas das suas figuras paradigmáticas e as relações políticas e sociais que este género continua a mobilizar. Em cena, uma cantora entrelaça a sua própria história com a das heroínas operáticas, permitindo uma imersão sensível nos dilemas dessas personagens que habitam o limiar entre idealização e realidade. Ao dar voz a uma mulher comum que oscila entre a paixão e a morte, o espetáculo procura articular uma perspetiva feminista contemporânea com um repertório historicamente moldado por olhares masculinos. A encenação privilegia a proximidade com o público para confrontar as hierarquias de género e de classe que atravessam estas narrativas. O espetáculo faz convergir a narrativa operática e a experiência de uma mulher real, abrindo espaço para uma reflexão crítica sobre as estruturas de poder inscritas no repertório.
Ficha Artística / Técnica
Concepção e interpretação:
Sara Belo
Texto:
Rui Pina Coelho
Pianista:
Pedro Vieira de Almeida
Consultadoria artística:
Mónica Garnel
Produção Executiva:
Xana Lagusi
Figurinos:
Vítor Alves da Silva
Desenho de Luz:
Catarina Côdea
Operação luz:
Catarina Côdea e Javiera Martinez
Imagem e design gráfico:
Pedro Serpa
Assessoria de imprensa:
Levina Valentim
Bilheteira Teatro da Comuna:
Leonor Pereira
Este espetáculo é apoiado pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Parcerias: Teatro da Comuna/ Centro de Artes Lisboa- Primeiros Sintomas/ Teatro O Bando
Agradecimentos: Escola de Teatro e Cinema Lisboa
M/12
Duração: 60min aproximadamente
Valor bilhetes:
10€ (bilhete normal)
5€ (estudantes)
8€ (profissionais do espetáculo)




