A Casa da Bernarda Alba

A Casa da Bernarda Alba

22 setembro a 23 outubro 2022

SESSÃO EXTRA – 24 OUTUBRO 2022 às 19h

 

NOVAS SESSÕES EXTRA:
28 e 29 Outubro às 21h
30 Outubro às 16h

4ª às 19h | 5ª a Sábado às 21h | Domingo às 16h 

Transgressão

Substantivo feminino: Ato ou efeito de transgredir; infracção; violação; passagem para além de; acção de ultrapassar, de atravessar.

Sempre tive vontade de transgredir e o Mota ensinou-me a olhar para os textos de várias perspectivas, “…até que ponto”, “…há que ter coragem”, são frases do Mota que ecoam sempre nas minhas criações, tanto como actor, como encenador.
Aprendi com ele.

Imaginando que a Bernarda Alba, quando foi escrita em 1936, simbolizava uma sociedade patriarca, machista, repressiva onde a mulher da família só poderia exercer o seu poder depois da morte marido, ora quando ela finalmente pode exercer esse poder, ela fá-lo sob os mesmos padrões masculinos, machistas e repressivos… isto é complexo.
Até que ponto é que o poder de uma mulher é exercido como ressonância do poder masculino instituído pela sociedade daquela altura?

A primeira e última palavra da personagem Bernarda Alba é:
– Silêncio!
Que ressonância tem esta palavra dita por uma mulher ou por um homem?

Ainda não cheguei a uma conclusão relativamente ao género do poder…

O homem como vítima do poder machista instituído?
Como é que ele reage?
Qual a sua posição?
Estes foram os desafios que lancei aos meus colegas actores, e que também estendo ao publico que vem assistir ao espectáculo.

Discutimos todas estas questões durante três semanas à mesa, conversámos muito, como se o Lorca viesse para responder às nossas mil perguntas…Não veio.
Somos livres para interpretar como queremos sem ninguém para toldar a nossa criação ou o nosso pensamento, é proibido proibir.
A Liberdade também foi motor para a nossa pesquisa.

Gosto muito de actores e actrizes, gosto muito.

Agradeço a todos os intervenientes deste espectáculo por acreditarem nisto que fizemos juntos.

Ao Carlos e ao João,

A minha vontade de transgredir, pesquisar e aprofundar o teatro nasce convosco.

Viva o Teatro!

O teatro de Federico Garcia Lorca é fundamentalmente poético não só porque valoriza o texto escrito, mas também em cena, durante o espetáculo, a poesia parece emanar viva dos corpos representados dando enfâse aos conflitos (que serão apresentados)

Ian Gibson

Lisboa, 22 de Setembro de 2022

Hugo Franco

A casa da Bernarda Alba

João Mota

A casa da Bernarda Alba

Carlos Paulo

A casa da Bernarda Alba

João Grosso

A casa da Bernarda Alba

Miguel Sermão

A casa da Bernarda Alba

Francisco Pereira de Almeida

A casa da Bernarda Alba

Gonçalo Botelho

A casa da Bernarda Alba

Luís Garcia

A casa da Bernarda Alba

Rogério Vale

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Ficha Artística / Técnica

Autoria

Federico García Lorca

Direção

Hugo Franco

Tradução

Luiza Neto Jorge

Assistência de Encenação

Maria Ana Filipe

Apoio Dramatúrgico

Cristina Buero

Intérpretes/Personagens por ordem de entrada

João Grosso | La Pôncia
João Mota | Bernarda Alba
Miguel Sermão | Angústias
Rogério Vale | Martírio
Gonçalo Botelho | Amélia
Luís Garcia | Madalena
Francisco Pereira de Almeida | Adela
Carlos Paulo | Maria Josefa

Cenografia

Renato Godinho

Figurinos

Maria Ana Filipe

Espaço Sonoro

Hugo Franco

Fotografia Cena e Cartaz

Pedro Soares

Imagem

Gonçalo Dias Santos

Técnicos de Montagem

Renato Godinho, Assunção Dias, Mateus Amaral e Diogo Tavares

Frente Sala/Bilheteira

Luana Santos e Yuri Medeiros (Estagiários da escola Secundária D. Pedro V)

Assistência Geral

Selma Meira, Assunção Dias e Julieta Lucas

Assistente de Produção

Catarina Oliveira

Gabinete de Produção

Rosário Silva e Carlos Bernardo

AGRADECIMENTOS:

EGEAC  |  TEATRO NACIONAL D. MARIA II  |  TEATRO BASTARDO

Actor João Grosso gentilmente cedido pelo Teatro Nacional D. Maria II