Comuna Teatro da Pesquisa

 

Mundo Distante

Em cena no Teatro da Comuna
de 3 a 26 de Novembro 2017

Mundo Distante

Pai e filho, ao passarem os dois para uma situação de desemprego, vão viver juntos para um apartamento barato nos subúrbios, onde podem dividir as despesas. É como se estes dois animais humanos da mesma família tivessem sido obrigados a viver numa gruta pelas circunstâncias da vida. Durante a sua convivência, descobrem diferenças pessoais e geracionais que os afastam. Diferenças em diferentes questões. Os dois animais, até ali amansados pela civilidade, tornam-se macacos à solta e em guerra. Bestas que disputam o mesmo osso. Ao mesmo tempo há um conjunto de ressentimentos antigos que vêm ao de cima nesse processo de disputa territorial, em especial do filho em relação pai, classificado como ausente e negligente na sua função paterna, ao longo dos anos. Um espetáculo sobre dificuldades materiais, cada vez mais extremas, numa situação-limite, e sobre relações familiares por resolver e não-ditos por verbalizar - e explodir.

Mundo Distante

Esta narrativa centra-se na guerra entre gerações, de pai e filho, que uma economia em desequilíbrio pode gerar, e os segredos as mentiras que se escondem por trás das suas relações.

A ideia fulcral é a incitação de um ensaio, entre dois seres (pai e filho) em situação-limite. Estes dois seres no fundo sentem que fazem parte de uma observação que ambos inconscientemente fomentam, mas as situações de partilha na sua convivência retiram-lhes qualquer discernimento.

O propósito desta dramaturgia associado aos elementos propostos (dinâmicas cénicas, a fisicalidade, o recurso a meios técnicos visuais, a música, efeitos sonoros, e o spoken word*), servem para gerar um espaço reflexivo, primitivo, atual, provocador e presente, levando o espectador numa imersão ao universo destas personagens, construindo uma proximidade gradativa.

 

Ficha técnica e artística:

Autor: Nuno Costa Santos

Encenação e versão cénica: João Rosa
Interpretes: Eduardo Frazão e Manuel Coelho (ator cedido gentilmente pelo TNDMII)
Letras slam poetry: Pedro FM da Silva
Desenho de Luz: João Rosa
Fotografia cena: Vitorino Coragem
Música para Slam Poetry: Gui Garrido
Produção: Oficinas Teatro Lisboa

 

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