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A FELICIDADE, AMANHÃ...

 


A partir de Samuel Beckett


SINOPSE:

Terra, buracos, paisagem, mesas, contentores, latas, água, líquidos, pedras. Um homem nu que executa ações confinado a um espaço; um homem registra em áudio memórias, canções; uma boca vocifera um discurso de forma estonteante; três cabeças enterradas falam sobre a sua vida sem se relacionarem; dois homens executam tarefas à vez, partilham a mesma roupa, porque sim, é inevitável. Não há princípio nem fim apenas o meio. A Felicidade, Amanhã... é um espectáculo a partir das imagens e do universo dos dramatículos de Beckett, Donde emergem Play , Não Eu e Acto sem Palavras II.


Ficha Técnica:

Concepção e Direcção: Álvaro Correia
Tradução: Luis Fonseca, Luis Miguel Cintra e Paula Seixas
Cenografia: José Capela
Figurinos: Carlos Paulo
Desenho de Luz: José Álvaro Correia
Sonoplastia: Hugo Franco
Com: Alexandre Lopes, Carlos Paulo, Hugo Franco, Maria Ana Filipe,
Marco Paiva, Miguel Sermão, Rui Neto e Tânia Alves
Assistente de Encenação: Bernardo Almeida e Frédéric Cruz
Operador de Luz/Som: Alfredo Platas
Mestra Costura: Aurélia Braz
Fotografia: Bruno Simão
Cartaz: Bruno Simão/R2com.pt
Equipa Técnica: Renato Godinho, Mário Correia e Alfredo Platas
Assistência Geral: Cremilde Paulo, Madalena Rocha, Eduardina Sousa e Leonor Gama
Gabinete de Produção: Rosário silva e Carlos Bernardo

DE 10 FEVEREIRO ATÉ 27 MARÇO DE 2010

 

Justificação:

A Comuna - Teatro de Pesquisa decide voltar a Samuel Beckett depois do êxito de Todos os que Caem produzido em 2006. Desta vez o espectáculo a realizar será a partir de alguns dramatículos de Samuel Beckett, a saber, Não Eu, Play e Acto sem Palavras II e terá o nome de A Felicidade, Amanhã.... O conjunto das suas obras a que se dá o nome de dramatículos, correspondem a um singular percurso estético dentro da obra de Beckett. Como se tivesse caminhado para uma ruptura constante com a sua própria obra e com o teatro contemporâneo do séc. xx.

Pode-se dizer que toda a fase final da escrita dramática de Samuel Beckett é composta por dramatículos, quer tenham sido escritos para serem representados em teatro, rádio ou televisão. O formato longo e convencional deixou de lhe interessar progressivamente. Foi nos dramatículos que ele trabalhou de forma sistemática o tempo, quer seja distendido ou contraído, e isso só era possível numa lógica de peças curtas. Como se a questão da duração tivesse a importância do instante no próprio instante em que acontece.

Além disso, pressente-se na sua escrita uma constante preocupação pela depuração da linguagem, por uma constante reinvenção do espaço teatral e uma atracção pelos limites da percepção teatral. O gesto de radicalização por parte de Beckett relativamente ao teatro é constante e sistemático. Beckett re-trabalha de forma radical as convenções teatrais e dramáticas. As suas peças curtas ou dramatículos constituem o conjunto mais intenso e inquietante que alguém concebeu no século XX. Por estas razões parece-nos pertinente esta re-visitação ao universo de Beckett.

 
 

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